Venda de Everton ao Napoli deve ser concluída na abertura da janela de transferências

Há cerca de um mês, Grêmio teria liberado o atleta para acertar as bases salariais

Everton deve acertar sua ida para o Napoli nas próximas semanas | Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

O Grêmio oficialmente nega, mas já trabalha para confirmar a venda de Everton para o futebol europeu. O próprio presidente Romildo Bolzan Júnior afirmou recentemente que não travaria a carreira do atacante, que completou 24 anos em março, e admite a necessidade de fazer uma venda importante. A tendência é que o jogador seja transferido assim que a janela de transferências for aberta.

A crise que assola todos os clubes brasileiros impõe o negócio. Os dirigentes estão recalculando os prejuízos causados pela paralisação das competições, mas já se sabe que eles serão enormes. A negociação do atacante, um dos jogadores mais valorizados do futebol brasileiro na atualidade, amenizaria os impactos da crise no caixa. Há cerca de um mês, o Grêmio liberou Everton para acertar as bases de um possível futuro contrato com o Napoli, da Itália. A ideia era amealhar cerca de 30 milhões de euros com a venda para o clube italiano, mas a oferta para o Grêmio veio abaixo disso, e o negócio foi parado.

Valor menor e irritação 

Há outros concorrentes. O Borussia Dortmund, da Alemanha, e o Everton, da Inglaterra, observam o atacante gremista desde o ano passado. Os ingleses chegaram a fazer um contato com representantes de Everton, mas as tratativas não evoluíram. O Borussia tem a vantagem de já estar jogando, visto que a Bundesliga foi retomada. O valor pretendido pelo Grêmio agora – 30 milhões de euros – é, em termos absolutos, menor do que o clube acredita que poderia arrecadar antes da pandemia.

Porém, devido à desvalorização do real na relação com o euro, o valor representará mais agora do que em 2019. Esse fato também é levado em consideração. O negócio poderá ser fechado em cerca de 26 ou 27 milhões de euros. Porém, não é todo o valor que entra para o Grêmio. Os direitos econômicos estão fatiadas entre o clube (50%), o empresário Gilmar Veloz (30%), um investidor (10%) e o Fortaleza (10%). Por uma negociação entre as partes, é possível que o Grêmio leve 60% do total. Everton tem contrato até o final de 2023, com multa rescisória de 120 milhões de euros.

Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, a direção do Napoli ficou irritada com o vazamento da negociação.

Fonte: CP

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