Viamão tem indefinição sobre substituto após morte do prefeito Russinho

Na linha sucessória, vereador Dilamar de Jesus (PSB) revelou ter sintomas de Covid-19

Vereador Dilamar de Jesus, presidente da Câmara de Viamão, entrou em licença-saúde e não irá assumir a prefeitura | Foto: Câmara de Vereadores de Viamão / Divulgação / CP

A Câmara de Viamão se reúne às 16h desta quinta-feira para definir o futuro da administração do município após a morte do prefeito em exercício, Valdir Jorge Elias (MDB). Russinho, como era conhecido, não resistiu a complicações provocadas pela Covid-19. Como o político de 65 anos era o vice e estava no cargo após o afastamento do titular, André Pacheco (PSD), a linha sucessória aponta para o presidente do Legislativo municipal. No entanto, o vereador Dilamar de Jesus (PSB) apresentou um atestado médico e entrou em licença-saúde por 15 dias.

Em nota divulgada nesta quinta, Jesus relata ter sintomas de Covid-19, devendo ficar afastado por uma semana. De acordo com o atestado médico, a ampliação do período de licença para 15 dias está relacionada a outras três enfermidades. O vereador relata que pode haver a necessidade de internação, conforme o diagnóstico.

Se assumisse a prefeitura de Viamão, Dilamar de Jesus ficaria impedido de concorrer à reeleição no Legislativo. Todavia, o vereador disse que “seria uma grande honra assumir a Prefeitura”, mas que a “cidade precisa de um representante que esteja em plenas condições de saúde para as funções”.

Impasse na linha sucessória

Dois nomes da linha sucessória afastaram a possibilidade de ocupar a cadeira do Executivo. O vice-presidente da Câmara, Xandão Gomes (Republicanos), teria externado a vontade de concorrer à reeleição, permanecendo no Legislativo. O parlamentar foi procurado pela reportagem da Rádio Guaíba, mas não foi encontrado. Por sua vez, o diretor do Foro da Comarca de Viamão enviou um ofício à Câmara rejeitando assumir a prefeitura.

De acordo com assessores do Legislativo viamonense, o segundo vice-presidente, Evandro Rodrigues (DEM), pode ser apontado para o cargo por ordem da Mesa Diretora. Em contato com a reportagem da Rádio Guaíba, o vereador disse que irá conversar com familiares e com a direção estadual do Democratas antes de tomar uma decisão. “Sem dúvidas, o peso da família falará mais alto”, afirmou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *